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Renovação do Senado Federal nas Eleições 2018

Apesar das eleições de outubro contemplarem 54 das 81 cadeiras do Senado, o que coloca a possibilidade de uma renovação de 66% no quadro de senadores, a mudança nas cadeiras da Casa poderá chegar a quase 90%. O acréscimo de mais de 20% na possível renovação se dá em decorrência de candidaturas a outros cargos por 17 senadores que têm seu mandato seguindo até o fim de 2022, o que significa que, caso esses nomes sejam eleitos a estes outros cargos, 17 suplentes ascenderiam à titularidade do cargo, causando, assim, uma renovação indireta nas referidas cadeiras. Ou seja, dos 27 senadores hoje em metade de mandato, apenas 10 não participarão das eleições deste ano.

Com o término do prazo para julgamento dos pedidos de registro de candidatura pelo TSE, nesta segunda-feira, 17, o cenário de senadores candidatos consolidou-se da seguinte forma:

Entre as 17 candidaturas dos nomes na metade do mandato, 15 deles concorrerão ao governo de seus Estados: Gladson Cameli (PP), candidato ao governo do Acre; Omar Aziz (PSD), candidato ao governo do Amazonas; Davi Alcolumbre (DEM), candidato ao governo do Amapá; Rose de Freitas (Podemos), candidata ao governo do Espírito Santo; Ronaldo Caiado (DEM), candidato ao governo de Goiás; Roberto Rocha (PSB), candidato ao governo do Maranhão; Antonio Anastasia (PSDB), candidato ao governo de Minas Gerais; Wellington Fagundes (PR), candidato ao governo de Mato Grosso; Paulo Rocha (PT), candidato ao governo do Pará; José Maranhão (MDB), candidato ao governo da Paraíba; Elmano Férrer (Podemos), candidato ao governo do Piauí; Romário (Podemos), candidato ao governo do Rio; Fátima Bezerra (PT), candidata ao governo do Rio Grande do Norte; Acir Gurgacz (PDT), candidato ao governo de Rondônia; Telmário Mota (PDT), candidato ao governo de Roraima.

Dos referidos nomes, Telmário Mota (PTB) e Elmano Férrer (Podemos) estão atualmente licenciados das atividades de senador, segundo informações do portal do Senado, por licença-saúde particular. Os demais constam como em exercício.

Sobre estes senadores candidatos a governador, vale mencionar que Acir Gurgacz teve, inicialmente, sua candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral, tendo sido considerado inelegível em decorrência de uma condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime contra o sistema financeiro. Após recurso apresentado no Tribunal Superior Eleitoral, o candidato obteve a possibilidade de continuar na disputa.

Já o senador Fernando Collor (PTC), que disputava o comando do Poder Executivo de Alagoas pela sua sigla, renunciou à candidatura no dia 14, com a justificativa de falta de apoio de seu grupo político.  Em vista disto, o seu vice, Kelmann Vieira (PSDB), também anunciou que continuará seu mandato como vereador na Câmara Municipal de Maceió, Casa da qual é presidente. No lugar na chapa assume Pinto de Luna (PROS) como candidato a governador.

Os outros dois, dos 17 nomes na metade do mandado que se candidataram a outros cargos, são o senador paranaense Alvaro Dias, que concorre à Presidência da República pela sua sigla, o Podemos, e Kátia Abreu, senadora pelo Tocantins que concorre à vice-Presidência da República pelo PDT na chapa do também pedetista Ciro Gomes.

Entre as candidaturas dos 54 senadores em fim de mandato, ganha destaque a disputa de João Capiberibe (PSB) pelo governo de seu Estado, o Amapá, Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo de Pernambuco, Eduardo Amorim (PSDB), candidato ao governo do Sergipe, Regina Souza (PT), candidata a vice-governadora do Piauí, e a de Ana Amélia (PP), pela vice-Presidência da República na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).

Os demais 49 senadores em fim de mandato têm destinos diversos. Parte disputa a reeleição, parte migrará para outros cargos e alguns poderão deixar a vida pública.

Apesar deste porcentual de quase 90% de renovação ser uma possibilidade remota, uma vez que, para alcançar o número, teriam de ser eleitos a outros cargos ao qual se candidatam todos os 17 senadores na metade do mandato e nenhum dos 54 senadores que tentam a reeleição poderiam se reeleger, o número reforça o que a análise de outros indicadores políticos apontam hoje, o de como o rearranjo de forças pode se modificar em curto espaço de tempo.

Leia o conteúdo original no Estadão.

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